lucas arantes

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eu, por bob souza

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fotografia de Bob Souza

Escrito por lucasarantes

fevereiro 8, 2010 em 2:18 pm

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o elenco

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Depois de uma curta temporada no Teatro Satyros Um, a peça Suspensão volta para Ribeirão Preto, onde será apresentada no início de março, para, em seguida, voltar para São Paulo no Teatro Satyros Um para uma segunda temporada aos finais de semana. Quando as datas e horários estiver certo, divulgo.

o elenco

foto de Adalberto Lima

Escrito por lucasarantes

fevereiro 6, 2010 em 2:43 pm

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Suspensão pelas lentes do fotógrafo Adalberto Lima

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o casal

o homem

a mulher

o velho

gregório e sidarta

Escrito por lucasarantes

fevereiro 6, 2010 em 2:35 pm

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Crítica no jornal Estado de S.P de hoje sobre a peça SUSPENSÃO

com 6 comentários

O mundo que acaba, mas continua

Em Suspensão, o grupo Acima do Bem e do Mal, de Ribeirão Preto, surpreende com espetáculo original e de clima intenso

(Mateus Barbassa – que substitui Lucas Chaves – e Maria Angélica Braga, foto de Adalberto Lima)

JEFFERSON DEL RIOS,

Crítica, ESPECIAL PARA O ESTADO

Pode-se chamar Suspensão de um espetáculo estranho, e, em parte, será elogio. A produção do grupo Acima do Bem e do Mal, de Ribeirão Preto, têm clarões, pontos dispersos ou obscuros, mas, quase sempre, um clima intenso. É teatro na vertente existencial, entre Beckett e Sartre, com o ponto de vista de um autor novo, Lucas Arantes. O dramaturgo de 23 anos, também jornalista profissional, teve outros aprendizados, dentre eles a psicanálise que estudou por quatro anos. Ecoar Freud em meio a temas filosóficos e mitológicos é tentador; o difícil é dar-lhes arcabouço e consistência como literatura. Lucas, que também faz poesia e romance (O Outro Estranho) corre seu risco no teatro. Consegue em parte seu objetivo.

Na primeira sequência, a peça reúne um trio (o casal e o avô) que se descobre sozinho no mundo. As cidades, os objetos, comida, combustível e dinheiro estão intactos, mas a humanidade desapareceu. De início, o benefício de serem donos de tudo preenche suas vidas. O que se segue, porém, é o tédio perplexo e, em seu prolongamento, os choques de interesses. Colapso familiar quando se revelam carências, sonhos e medo.

No segundo movimento, surge, assim, do nada, uma dupla estranha, improvável, mas não impossível, de sobreviventes ou fruto do delírio coletivo. Todo conflito gira em torno deste beco sem saída. O autor faz seu contraponto a Entre Quatro Paredes. Se na obra de Sartre “o inferno são os outros”, Lucas, ao contrário, proclama a importância do outro na nossa existência. Esclarece, porém, que quando se refere ao “outro” não pensa somente em outra pessoa, mas nos mecanismos simbólicos construídos pela sociedade como jornais, religiões, ambiente de trabalho, enfim, todos os rituais diários. Durante a ação, essas figuras, embora habitando um espaço real (são mencionadas algumas cidades), vivem no território mental das obsessões. A tensão maior surge com a fantasia da mulher em repovoar a Terra com o marido. De quebra, o que fazer do velho? Até aqui vai a linha mestra da história.

A seguir se dispersa em acréscimos próximos à ficção científica (referências aos mecanismos da reprodução humana, por exemplo). Foi esquecido que Kafka e Beckett criaram situações basicamente esquemáticas. A transcendência delas está na linguagem de múltiplos subentendidos; ou no silêncio. A outra parte, visual, a que se assiste, é acréscimo da encenação sobre estes ambientes (Orson Welles recriou O Processo. É cinema de Welles e puro Kafka).

O diretor Mateus Barbassa domina o espaço, efeitos de luz e som e, sobretudo, o muito bom rendimento do elenco. Todo o projeto é marcado pela vontade de realizar um “teatro pós-dramático” do ensaísta alemão Hans-Thies Lehmann.

O termo, já meio tedioso pela saturação de tantos “pós”, refere-se, entre outras premissas, à fragmentação da linguagem, ao fim da linearidade psicológica e a inclusão de recursos audiovisuais à narrativa. Não será mal, contudo, se autor e grupo atentarem para a ansiedade da influência que revelam com tantas citações postas em cena. O nome da companhia é engenhoso, mas este “acima do bem e do mal”, ironia à parte, pode levar a uma autossuficiência hermética, hostil ao espectador. É comum se dizer que o artista tem a obrigação de se reinventar a cada dia. Só que a pressa em ser “pós-alguma coisa” pode dispersar energias. O ideal é que o nome Acima do Bem e do Mal seja uma brincadeira, não uma certeza fechada em si mesma.

Quando não estão tão preocupados com Lehman, o diretor e companheiros apresentam um teatro vital. Por outras palavras, enquanto o talento de Lucas Arantes e Barbassa correm mais esquecido de ser contramão, os bons intérpretes Fernanda Lins, Maria Angélica Braga, Ademir Esteves, Davi Tostes, Lucas Chaves levam a montagem a um nível do qual Ribeirão Preto deve orgulhar-se e que, discretamente, se faz notar em São Paulo.

Escrito por lucasarantes

fevereiro 3, 2010 em 11:28 am

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20 min. de chuva no Brás

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O que 20 min. de chuva pode fazer na Avenida Rangel Pestana, Brás, São Paulo? Veja você mesmo nas fotos que tirei agora pouco. “São Paulo vai virar mar”!

fotos lucas arantes

Escrito por lucasarantes

fevereiro 2, 2010 em 8:03 pm

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registros

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O fotógrafo Adalberto Lima, dono de um invejável registro fotográfico dos grupos teatrais brasileiros (como essas http://migre.me/ira0), esteve presente na última quinta-feira, dia 28 de janeiro, para registrar a penúltima apresentação da peça Suspensão, com a Trupe Acima do Bem e do Mal, no Satyros 1, em São Paulo. Nesta próxima quinta-feira, às 21h, realizamos a última apresentação do espetáculo, mas em março, voltaremos em cartaz no mesmo espaço com dias duplos (sextas e sábados). Tudo isso por conta da recepção generosa que estamos tendo do público em cada apresentação. Isso só nos motiva a continuar o trabalho que o grupo realiza em Ribeirão Preto e que, pela primeira vez, é apresentado na capital. Esperamos que seja a primeira, mas não a última vez. O elenco está brilhante, o Mateus direge e atua, os atores estão entregues e cada cena é um espetáculo. Nessa quinta, última apresentação dessa primeira pequena temporada. Para reservas, ligue no Satyros: (11) 3258-6345.

(A atriz Maria Angélica Braga)

(O ator e diretor do espetáculo Mateus Barbassa e a atriz Maria Angélica Braga)

(O ator Davi Tostes)

*Assim que o Adalberto Lima me enviar mais fotos, coloco aqui no blog

Escrito por lucasarantes

fevereiro 1, 2010 em 11:52 pm

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A casa das belas adormecidas

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“Talvez por isso não hesitassem em pagar mais caro pela garota adormecida do que por uma mulher acordada” – de Yasunari Kawabata, é claro

Escrito por lucasarantes

fevereiro 1, 2010 em 10:10 pm

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homenagem

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A amiga jornalista e crítica de teatro Erika Riedel escreveu em seu movimentado blog um poema-homenagem muito divertido pra mim referente a um dia de chuva que sofremos juntos em SP… http://terceirosinal.zip.net/  

Histórias Roubadas


Embaixo de uma marquise, enquanto tenta se abrigar de um temporal, ele solta com simplicidade o seguinte comentário:

“O pior da chuva não é a água, são os buracos”…

Em seguida, num gesto rápido, ergue o pé e deixa à mostra um enorme furo na sola de seu tênis.

Poetas são poetas até debaixo d’água.

Escrito por lucasarantes

fevereiro 1, 2010 em 9:56 pm

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São Paulo que vi nos últimos dias

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Escrito por lucasarantes

janeiro 27, 2010 em 9:07 pm

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teatro nos últimos dias

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Espetáculos que assisti nos últimos dias em SP. Todos muito bons. O texto do In On It é excelente e os atores do Lamartine Babo e do Anatomia Frozen dão um show de interpretação.
Quem ainda não foi, a peça Suspensão, em cartaz no Satyros 1, fica mais duas quintas-feiras em cartaz às 21h. A peça está tendo um aceitação incrível aqui em SP e estamos todos muito felizes com o resultado do trabalho.

(quarta-feira)
ANATOMIA FROZEN (em cartaz no Espaço dos Parlapatoes)

(quinta-feira)
LAMARTINE BABO
(em cartaz no sesc Consolação)

SUSPENSAO (últimas semanas em cartaz no Satyros 1)

(Sábado)
AGRESTE
(em cartaz no teatro Commune)

(Domingo)
IN ON IT
(em cartaz até março no Tetro Faap)

Escrito por lucasarantes

janeiro 25, 2010 em 8:18 pm

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