lucas arantes

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Archive for Julho 2008

O Rei do Gatilho

com um comentário

De Moreira a Silva, esta espetacular farsa do oeste.

Escrito por lucasarantes

Julho 20, 2008 em 7:52 pm

Publicado em musica

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Rainha

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As flores vinham com cheiro de manteiga essa negra no fogão

Depois lamentavam de seus provérbios, fantasias, maldizeres

boa mãe, como muitas na visão do clã: o velho incentiva a garota

 

Agora, seu corpo caiu e foi perdendo textura, massa, diâmetro no azulejo:

Isso depois de rir o quanto era grata pelos 80 anos de construção

você está parecendo uma rainha indígena, é que estou retrocedendo

junto com a memória: Era isso! A porta do carro abrindo

o dia da árvore, seu “eu” em construção:

Minha filha, você parece uma rainha indígena. mas

 

Ninguém vai acreditar: agora.

 

estou retrocedendo.

 

Escrito por lucasarantes

Julho 14, 2008 em 4:14 am

Publicado em literatura

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PEÇA CORAÇÃO

com um comentário

Um- Posso pôr meu coração a seus pés.

Dois- Se não sujar meu chão.

Um- Meu coração é limpo.

Dois- É o que veremos.

Um- Eu não consigo tirar.

Dois- Você quer que eu ajude?

Um- Se não incomodar.

Dois- É um prazer para mim. Eu também não consigo tirar.

Um- (Chora)

Dois- Vou operar e tirar para você. Para quê que eu tenho um canivete. Vamos dar um jeito já. Trabalhar e não desesperar. Pronto – aqui está. Mas isto é um tijolo. Seu coração é um tijolo.

Um- Mas ele bate por você.

(Heiner Müller )

Escrito por lucasarantes

Julho 12, 2008 em 2:55 pm

Publicado em literatura

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capturando a contra-mão na faixa de pedestre

com 2 comentários

 

tomava carona pela palavra quem queria disse poder falar adiantado

gostava do seu jeito de manejar a linguagem, o pescoço, as salivas que permaneciam.

existia todo um saber ser quem era por mais que fosse incompatível em diálogo

Com todo esse estoque vai ser difícil sair na varanda coberta de quintal – lembrava de sua avó louca se infiltrando no meio das galinhas naquele momento impreciso.

vai manifestar o chiste, da situação presente, da sua memória. olhava bem e aceitava a cúmplice em sua frente nessa sala de jantar enorme com dois ventiladores de teto e uma água que não escorre a presença de um amor eterno

(chega um tempo em que nos relacionamos com alguém que permanecerá no mesmo jardim mesmo depois da colheita)

paciente, ele bebe uma taça de licor de cassis enquanto molha o filtro do seu cigarro na bebida:

o gosto se altera quando experimentado de outras maneiras.

as molas do sofá se manifestam com a movimentação.

ela sorri. Ele, enfim, idem.

Mesmo Vendo o Ridículo Daquele Universo Eles Permanecem

 

(a individualidade agüenta?)

 

ou

 

(o insondável do outro eleva o desespero?)

 

Escrito por lucasarantes

Julho 5, 2008 em 3:00 am

Publicado em literatura

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