lucas arantes

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Archive for junho 2008

Motormama: destaque nacional

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O EP “Rua Aurora” do grupo Motormama de Ribeirão Preto já é destaque na mídia nacional. Gente de respeito elogiou as novas músicas que estão disponíveis na internet.

Veja o que escreveu Thiago Ney, jornalista do caderno Ilustrada, da Folha de S. Paulo, em sua coluna “Conexões Pop” na sexta, dia 20 de junho:

“De Ribeirão Preto, o Motormama é responsável por “Rua Aurora”, um sólido EP virtual com cinco faixas. “Esperando o Furacão” é rock sessentista, com uma bateria sossegada dando o tom; “Rua Aurora” tem clima meio Mutantes; a guitarra toma conta de “Não Será um Bom Dia”; e um teclado psicodélico inicia “Preciso me Vingar Oh Babe”, que depois ganha uma melodia britpop -mas, acredite, soa bem atual”. 

CLIP: Coração Hardcore

 

Adilson Pereira, ex-editor da revista Outra Coisa, comenta o EP “Rua Aurora” faixa por faixa em reportagens reveladoras publicadas nos sites: 

www.sambapunk.com.br

http://mundooi2.oi.com.br/materia_musica_25/materia_17122.php

“Esperando o furacão” é o nome da primeira música do EP. Uma faixa que tem uma onda folk. Régis – que é fã, entre outras coisas, de Luiz Gonzaga – diz que “é um folk bem brasileiro” e jura que há uma pitada de baião nesta música. A conversa evolui e chega a um ponto em que o rapaz fala de como o samba às vezes pode ser triste. E sobre como isso é bom. Ele definitivamente está ligado na música brasileira e faz rock sem tirar os olhos (e os ouvidos) disso” (Adilson Pereira)

Confira no site da Trama o EP “Rua Aurora” e as já tradicionais e conhecidas músicas da banda.

http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=686

ou ainda no myspance da banda:

www.myspace.com/bandamotormama 

 

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Written by lucasarantes

junho 27, 2008 at 3:49 pm

Publicado em musica, outros

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Tenha um romance personalizado: é gratuito

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Você já pensou em ter seu próprio best-seller feito por encomenda de acordo com o seu próprio gosto? Você às vezes lê algum livro e pensa “puxa, eu faria de outro jeito”? Pois seus problemas acabaram!!! Chegou o ultra-revolucionário programa de computador que constrói romances personalizados de acordo com o gosto do próprio leitor. A engenhoca saiu de uma mente ribeirãopretana, Paulo Santoro, que atualmente mora em São Paulo e já teve seu drama “Canto do Gregório” montado pelo legendário grupo teatral Macunaíma, com direção de Antunes Filho.

É o mesmo que encomendar uma obra diretamente com escritor. Paulo Santoro garante que a invenção é inédita no mundo, e felizmente, foi escrito e desenhado originalmente em português.

Você pode escolher o gênero. Pode escolher o ritmo das frases, a quantidade de descrições. Pode escolher se a história terá final feliz ou não, sexo ou não, o nível do vocabulário, a presença de metalinguagem. O romance terá a sua cara, sem a possibilidade de frustração. E o melhor: é gratuito. No mesmo programa você pode “encomendar” quantos romances quiser.

Veja os itens que você pode escolher em seu livro personalizado:

O gênero: Romance policial/ Romance sentimental/ Romance de terror/ Romance de ficção científica/ Romance de arte

O enredo: Final feliz/ Realismo otimista/ Anticlímax/ Final infeliz/ Realismo pessimista/ Final edificante

Vocabulário: Clássico/ Executivo/ Acessível

Ritmo das frases: Tendência para frases curtas/ Tendência para frases longas

Ação e reflexão: Somente a ação/ Ação e reflexão

Acessibilidade: Conteúdo sugerido/ Conteúdo revelado

Descrições: Mais descrições/ Menos descrições

Ingrediente: misticismo: Sim/ Não

Ingrediente: sexo: Sim/ Não

Fundo histórico: Sim/ Não

Metalinguagem: Sim/ Não

Experimentalismo: Sim/ Não

Neologismo: Sim/ Não

O romance fica pronto em três minutos. Confira. É só clicar e se divertir:

http://paulosantoro.com/3minutos/download.htm

 

Written by lucasarantes

junho 26, 2008 at 4:14 pm

Publicado em literatura

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pó, performance e abramovic

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A sérvia Marina Abramovic, considerada a mais importante performer em atividade, ganha exposição na galeria Brito Cimino, em São Paulo. A entrada é franca. Abramovic transforma ações cotidianas em rituais de transição, de passagem. Constrói uma espécie de totem para cada situação significativa e dolorosa de sua vida, não para que esses totens construídos sejam idolatrados, mas que sejam esquecidos (pelo menos para ela, ou pra mim mesmo). O corpo é seu instrumento principal, sempre no limiar do possível e do impossível. Em House, por exemplo, a artista permanece 12 dias sem comer numa galeria em Nova York.

A Folha de São Paulo publicou ontem uma interessante matéria sobre a artista: (http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u415478.shtml)

No vídeo abaixo, de Balkan Epic, homens copulam com a terra. Tentam fazer amor com gaia. As imagens são interessantes.

“Em Balkan Epic (2005), a cultura pagã da região balcânica é foco central da investigação de Abramovic. A mostra revela como o erotismo, por meio de rituais descobertos pela artista em manuscritos dos séculos 14, 15, 16 e início do 19, estava profundamente enraizado na cultura sérvia desde os tempos medievais. Esses textos apontam como os órgãos sexuais – femininos e masculinos – representavam para os camponeses instrumentos de cura, de prevenção de doenças, de fertilidade, uma forma de comunicação com os Deuses” (do blog de Chioglossa Coimbra, de Portugal).

Aqui, homens vestidos em trajes tradicionais, em ereção, olham para a câmera estáticos (ou nem tão estásticos assim).

E do “Livro das Perguntas”, de Pablo Neruda, sua dúvida fatal: “Quando já se foram os ossos, quem vive no pó final?”.

Written by lucasarantes

junho 25, 2008 at 3:42 am

Publicado em artes plásticas

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linguagem, fala: linguagem

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Tive o privilégio de receber este mês no “Café Filosófico” da 8º Feira do Livro de Ribeirão, a poeta Alice Ruiz para um bate-papo com o público. Era um sábado pela manhã, mas as pessoas permaneceram em peso.

 

Alice Ruiz é de uma família de poetas. Viúva do grande Paulo Leminski e mãe de Estrela Ruiz Leminski, co-autora de “Cupido: Cuspido e Escarrado”.

 

Conversamos sobre o hai-kai ocidentalizado e sobre como vencer a dificuldade de intelectualizar o poema, já que o hai-kai é mais sentido e menos racionalizado.

 

“Lembra o tempo que você

sentir

e sentir era a melhor

forma de saber

e você nem sabia?”

 

Tive ainda o privilégio de mediar outros grandes encontros, como com o carismático poeta diplomata Francisco Alvim (que em breve postarei um vídeo sobre poesia que Chico Alvim proferiu), com os jovens escritores Daniel Galera (www.ranchocarne.org) e Santiago Nazarian (www.santiagonazarian.blogspot.com) e com o lingüista Sergio Freire (www.sergiofreire.com.br), que discorreu um discurso cativante sobre o uso e o “prazer” da linguagem (estou aguardando ansioso o livro de sua autoria: “Conhecendo a Análise do Discurso: Linguagem, Sociedade e Ideologia”). Posto abaixo um vídeo em que Leminski elabora um discurso sobre esse “prazer” lingüístico:

 

 

Freire elaborou ainda um provocante debate em contraponto a outro convidado para falar sobre língua na 8º Feira do Livro de Ribeirão: o professor Pasquale Cipro Neto. Pasquale defende a língua portuguesa e o seu uso “correto” e teve grande popularidade quando fez propagando do McDonald’s (se alguém tiver esse vídeo, por favor, me envie). Veja o que Freire escreveu em seu endereço eletrônico:

 

“Quanto à minha participação (na feira do livro de Ribeirão), falei de linguagem, claro. Tive como foco desconstruir a idéia que considera a língua padrão como o único registro correto e os demais registros como “errados”. Para isso, fiz um contraponto com as idéias defendidas pelos comandos paragramaticais, que são essas iniciativas de “defesa” do “português correto” que vemos nos meios de comunicação. Eles estão representados principalmente nas colunas de grandes jornais e revistas e têm seus consultórios gramaticais, programas de televisão, programas de rádio, sites na Internet, livros do tipo “Três milhões de erros que você deve evitar”, coisas assim. O líder-mor, general Pasquale Cipro Neto, esteve por lá também e deixou guerrilheiros na platéia, o que foi muito bom para a discussão”.

Santiago Nazarian e Daniel Galera

 

*

 

Bônus:

Written by lucasarantes

junho 24, 2008 at 6:19 pm

Publicado em literatura

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Saramago emocionado

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Já está circulando faz alguns dias pela internet, o vídeo em que o escritor José Saramago assisti a adaptação do seu livro “Ensaio Sobre a Cegueira” para o cinema. O diretor brasileiro Fernando Meirelles disse que sua maior expectativa com relação ao filme, era a reação de Saramago ao vê-lo. O vídeo responde a essa espectativa.

Written by lucasarantes

junho 23, 2008 at 6:55 pm

Publicado em cinema

Espetáculo: “Plínio Marcos: Um Roteiro”

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O interessante “Plínio Marcos: Um roteiro”, da companhia ribeirãopretana Cebrat de teatro, é um daqueles espetáculos em que você se sente privilegiado em assistir. Com direção de Giba Freitas, a apresentação é realizada para um pequeno número de espectadores, em um espaço alternativo e intimista.

 

Concebido com o deslocamento do espectador em uma casa abandonada, a transferência físico possibilita a mudança temporal dos diversos fragmentos de textos do escritor Plínio Marcos. O resultado é praticamente uma nova dramaturgia do escritor maldito, traçado pela companhia. 

 

Iniciamos o espetáculo na rua com o grupo cantando os títulos das peças de Plínio, fazendo uma amarração interessante. Dois palhaços se preparam para a espera do público. O ar alegre é triste, porque o público não vem. A encenação é divertida. Somos chamados por uma personagem a entrarmos na casa. Ela é quem irá amarrar as cenas, como alguém que está presente sem estar. Vivida por Anee Pelucci, essa personagem será também uma criança muda estuprada pelo seu tio, na ótima cena realizada por Andre Mendes, que estica um tecido transparente no rosto provocando uma modificação macabra no tio “acolhedor”.

 

A melhor recriação é encenada pelos atores Douglas de Faria e Marcelo Moda, que metaforizam “Dois Perdidos em Uma Noite Suja”. Com trilha ao vivo, lembrando o rádio-teatro, todo o texto é sugestionado sem o recurso da retórica. Aqui, mais uma vez, o grupo se utiliza bem da figura do palhaço e envolve o espectador antes de sufocá-lo.

 

Essa nova montagem da companhia mostra um caminho para uma linguagem própria, fora do palco italiano. O público se afasta do teatro por culpa dos próprios atores, mas aqui existe uma aproximação, pois existe reflexões de idéias e pensamentos. Bertolt Brecht escreveu: “é impossível deixar de admirar o pessoal de teatro. Isto porque eles conseguem, com uma reflexão tão fraca sobre o mundo real, emocionar os espectadores com muito mais intensidade que o próprio mundo”.

 

 

O encerramento fica por conta do próprio Brecht, com a cena final de “Alma boa de Setzuan”. Mas o que o dramaturgo alemão estaria fazendo em uma peça realista-naturalista, como mostra a cena do aborto de Nina, do texto “Quando as Máquinas Param”, interpretada magistralmente por Fernanda Pacheco? Talvez por que Brecht represente bem o caminho que o grupo está tomando, o de adotar uma atitude crítica do teatro e do mundo, porque nele habitamos. O ator é um ser social e político e deve saber transmitir isso, ao invés de insistir em entreter o público com malabarismos circenses pouco divertidos.

 

Written by lucasarantes

junho 23, 2008 at 5:23 pm

Publicado em teatro

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