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Archive for novembro 2009

Suspensão, por Mateus Barbassa

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O grupo de teatro pós-dramático Trupe Acima do Bem e do Mal apresenta o espetáculo “Suspensão”.
Certo dia três personagens um homem, uma mulher e um velho veem que estão sozinhos no mundo e que todos as formas de vida  desapareceram, passam-se seis meses de procura incessante por alguém ou algo que explique o que ocorreu.
É exatamente deste ponto que o espetáculo começa, à partir do momento em que todos os caminhos e  todas as possibilidades já foram gastas, restando apenas o tédio e uma certa dose de neurose individual que cada personagem desenvolve (o homem sai todos os dias em busca de vida lá fora, a mulher expõe um comportamento obsessivo na tentativa de engravidar e repovoar a terra e o velho entra numa espécie de apatia que nada aplaca).
“Suspensão” apenas “mostra” esses personagens sem se preocupar em criar um falsa empatia no espectador, pois o que interessa ao grupo nessa montagem é a possibilidade de se discutir metaforicamente a ausência do outro.
O que seria de nós sem a existência de outros que dão sentido à nossa vida?
É essa a pergunta fundamental do espetáculo.
Na  peça também acompanhamos a história de dois personagens intitulados Gregório e Sidarta que são um simulacro de uma sociedade contemporânea que se perde no emaranhado de sensações, frases clichês e de um egoísmo exacerbado.
Os dois personagens/espectros simbolizam (tanto para o texto literário quanto para a direção do espetáculo) um momento de reflexão para o espectador/leitor, para isso utilizamos as técnicas do alemão Bertolt Brecht e seu efeito de desfamilirização com o objetivo de desestabilizar a platéia de seu papel de meras “cobaias hipnotizadas”.
“Suspensão” ainda se utiliza das teorias de Hans-Thies Lehmann e desenrola o conflito entre a cena escrita literariamente e a cena teatral, além de fazer uso de uma trilha sonora que tem por meta ora comentar a ação ora causa um estranhamento no espectador.
Longe de ser um espetáculo palatável “Suspensão” é uma peça que pretende ser uma reflexão do modo como nos comportamos como indivíduo e indo além fazendo um comentário sobre os mecanismos artísticos que dispomos enquanto criadores e a forma de se fazer teatro atualmente.”

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novembro 30, 2009 at 5:17 pm

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Segundo dia de atividades do lançamento da SP Escola de Teatro

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Foi marcado por recordações históricas e discussões calorosas sobre o processo teatral e suas diferentes áreas de saber, o segundo dia da programação de lançamento da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco.

Emílio Di Biasi, Eduardo Okamoto e Raul Belém Machado foram os convidados de ontem (27). Foi para conhecer um pouco mais de suas histórias e de seu trabalho que o público novamente lotou as apresentações gratuitas.

Veja aqui

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novembro 29, 2009 at 7:12 pm

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Primeiro dia de atividades da SP Escola de Teatro

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O ator Luis Melo, a Cia. Brasileira, o humorista Jorge Loredo e o cenógrafo José Dias abriram ontem (26) a programação gratuita de lançamento da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. Veja reportagem aqui.

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novembro 27, 2009 at 10:46 pm

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Suspensão, terça-feira, dia 8 de dezembro, às 21h, no SESC Ribeirão Preto

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novembro 27, 2009 at 6:16 pm

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Final de semana paulista

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Não costume relatar o que faço ou deixo de fazer nos meus finais de semana, ou em qualquer outro dia, mas o últimofinal de semana especial. Talvez ainda um pouco vislumbrado pela cidade de São Paulo – sai de Ribeirao Preto e estou morandoa aqui faz um mes – e os acontecimentos culturais que acontem por aqui – que os próprios moradores parecem não tirar proveito – detalho um final de semana paulista.

Na quinta-feira (19) começou a Balada Literária, organizada pelo escritor e agitador cultural Marcelino Freire. Estava muito curioso para saber como era esse famoso evento e o que encontrei foi uma festa literária realizada com muita vontade pelo Marcelino. Louvável e genial a uniao que os escritores têm aqui em São Paulo. Marcelino frisou muito na vontade de fazer, de estar junto, de não parar para pensar e de ir pensando enquanto anda. (Acho que a Feira do Livro de Ribeirao tem que aprender com essas iniciativas, pois não adianta ter um grande atrativo ou aparecer no jornal para fazer sucesso, é preciso muito amor pela literatura e pelos escritores para organziar um evento generozo para o público – e indo num evento como esse, a gente percebe o que é participar de uma festa literária feito por um escritor, não por um empresário).

Na sexta-feira (20) fui ver a peça Liz, de Reinaldo Montero, interpretado pela Cia. de Teatro Os Satyros, grupo que, de longe, é o mais representativo do Brasil. No elenco, Cleo de Páris deu um show, uma mulher aparentemente frágil, mas que é um colosso quando fala, quando está no palco, viva. A direçao singular de Rodolfo Garcia Vázquez deixa claro a linguagem que tanto caracteriza o grupo: um teatro que não espera esquentar, que já vem quente, e o melhor, apimentado.

Ainda na sexta-feira, meia-noite (no melhor estilo do Espaço A Coisa, em Ribeirao Preto), assisti a peça  Brutal – gente vazia pode ser muito perigosa, do diretor e escritor Mário Bortolotto. A história é simples e muito divertida. No mais estilo Calil de ser, a personagem funda a Legiao do Amor, um grupo de homens e mulheres reunidas com o objetivo de amar. Os personagens, no estilo do teatro épico, aparecem dizendo depoimentos quase o tempo todo para uma voz – que no começo não sabemos quem é, mas em seguida se mostra a voz de um delegado, o que já sujere uma tragédia nesse ambiente. É através desses depoimentos seguidos de algumas cenas que a história se desenvolve.

No sábado (21), não lembro muito bem o que eu fiz, mas no final da noite acabei vendo em Dvd o filme Feliz Natal, escrito e dirigido por Selton Mello. Não sei o que a crítica falou, mas o filme tem uma narativa muito original, os personagens são muito bem construidos – tem até um que lembra muito o próprio Selton Mello – e a história é triste e bem construída.

No domingo (22), para terminar, fui ao último dia da Balada Literária. Perdi o Santiago Nazarian conversando com o Joao Gilberto Noll, por que o evento era longe e acordei quase em cima da hora, mas assisti o crítico Manuel da Costa Pinto conversando com Lygia Faguntes Teles (que contou relatos muito divertidos que passou ao lado de Clarice Lispector) e com o escritor da biografia recém lançada da Clarice, Benjamin Moser.

Em seguida, Fabiano dos Santos, do Ministério da cultura e Tadeu di Pietro, da Funarte, tentaram exlplicar algum projeto que não consegui entender.

O encerramento da Balada Literária foi no Centro Cultura O_Barco. Primeiro foi a apresentação de Mantra Organico para Vozes, Violino Eltrético e Processamento de Matéria, com uns textos da Bíblia, junto com textos da Divina Comédia, uns ruído e um violino. Idéia legal que o pessoal está contruindo sobre linguagem.

Mas o show mesmo foi depois, com a banda Porcas Borboletas, de Uberlândia (MG). As músicas são geniais, o cantor é muito irreverente e a banda é bem divertida. Deixo aqui o link para o myspace deles e um poema de um dos cantores, que também tem um livro chamda O Heroí Hesitante – autobiografia de um anônimo.

POEMA

Épico (exercício de abstração n. 2)

Pereguino involuntário de mim mesmo

Percorro as ruínas de meu corpo e alma

Deitado no diva de pregos do faquir psicanalista

Ele me oferce um trago do famoso charuto de freud

Fumamos até o toco

E nos sentimos muito loucos

Com aquela bituca na mão

Psiconalizo-me numa mesmasturbacao mental

Regado a incesto e decadencia

E meu supergo

De penis ereto

Sussurra em meus ouvidos:

– cautela! Prudencia!

Abstracao atrás de abstracao

E eu sobre pregos

Concreto

Batento minhas asas no futuro do pretérito

(de Danislau Também)

Written by lucasarantes

novembro 27, 2009 at 5:33 pm

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Menalton Braff

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“Senta-se à cabeceira da mesa de mogno, lugar do patriarca, o cigarro simuladamente esquecido em um canto da boca e o ar compenetrado de quem não se ocupa mais de pequenos vícios, assim como os heróis do faroete que vê na televisão”

do conto Estátua de Barro

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novembro 24, 2009 at 11:27 am

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Chegou o momento de uma Escola nova para um teatro novo

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PROGRAMAÇÃO – LANÇAMENTO DA SP ESCOLA DE TEATRO – CENTRO DE FORMAÇÃO DAS ARTES DO PALCO

O lançamento da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco será realizado no dia 25 de novembro.
Nos dias subsequentes ao evento, de 26 a 29 de novembro, uma série de apresentações e palestras vão ocupar a sede provisória da SP Escola de Teatro no Brás.

Saiba tudo em: http://www.spescoladeteatro.org.br/

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novembro 19, 2009 at 7:17 pm

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