lucas arantes

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um quadro vivo

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Estou paralisado. Acabo de ver um quadro em movimento. Acabo de ver um filme feito só com pinturas. Tintas e memórias. Ele está lá, diáfano, convidando seus próprios personagens ao destino do homem para a morte.”Mãe e Filho”, de Alexandr Sokurov,com roteiro de Yuri Arabov, é a utilizade máxima do cinema.

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Written by lucasarantes

julho 31, 2010 às 9:23 pm

Publicado em cinema

Uma resposta

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  1. Suas imagens transpiram vida e melancolia, encharcados de uma nostalgia e lirismo sem fim… o barulho do vento, o desenho que o vento faz nos trigais, os pássaros “cantando” ao fundo, o homem que passa ao longe pela janela… tudo contribui para que o espectador embarque nessa fábula atemporal de Sokurov.
    Ao falar sobre morte, Sokurov fez um dos mais contundentes libelos da vida.
    O diretor esfrega na nossa cara nossa própria mortandade, nossa falibilidade perante a vida.
    Onde as palavras faltam, as imagens falam por si e se redimensionam por si mesmas.
    A morte ronda tudo, tudo ali está impregnado pela ausência e a própria Natureza parece triste pela morte eminente da mãe do rapaz. E a chegada da chuva, personificada pelas negras nuvens que se aproximam cai em forma de lágrimas dos olhos do filho… e talvez, também as do espectador. Ao fim da história e enfim sobra apenas o filho. E ao fim do filme sobra apenas os espectadores de um dos filmes mais sublimes que já vi.

    Mateus Barbassa

    julho 31, 2010 at 9:32 pm


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