lucas arantes

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tipo ruim ou a prisão

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Um dos personagens mais misteriosos já construídos pela ficção. Acho que essa é uma das classificações do HOMEM, sem nome, quase sem rosto em iluminações sutis durantes sua composição, e que talvez nos desumanize um pouco nesse mundo tão bom e humanizado.

As cenas não vêm por sobreposição, continuidade, simetria ou somatória, já que a fábula não é sobre o que se pode fazer numa liberdade, mas sobre o que não se pode fazer numa prisão. O copo transborda não porque a água aumenta, mas porque o copo diminui sutilmente de tamanho sem que percebamos – daí a sensação de estarmos vendo a um novo final a cada começo.

Por sorte, temos artistas delicados que, por generosidade, conseguem mostrar (sem atear a história, mas a um sentimento que a “figura” da história construída provoca – o que são coisas muito distintas) o tipo ruim de fazer parte de uma civilização humana, como essa nossa, única.

Kim Ki-Duk, artista de outros filmes, sabe esticar uma corda sem estourar com esse TIPO RUIIM, de 2001.

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Written by lucasarantes

dezembro 9, 2010 às 2:20 am

Publicado em cinema

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Uma resposta

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  1. Mateus Barbassa

    dezembro 9, 2010 at 3:34 am


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