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Grupo de Ribeirão Preto estreia espetáculo inédito em São Paulo

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Trupe Acima do Bem e do Mal faz temporada em janeiro e fevereiro no Espaço Satyros 2, na Praça Roosevelt

Álefe Cintra/ Especial para o jornal A Cidade

O grupo ribeirão-pretano de teatro Acima do Bem e do Mal lança a peça “Perdido” em São Paulo, antes mesmo de estrear em Ribeirão. Escrita pelo jornalista Lucas Arantes, integrante da trupe, o monólogo mostra um homem perdido em um lugar onde espaço e tempo se confundem, no qual passa os dias recordando o que já passou, o que já perdeu e o que não existe mais. Este homem busca compreender a si mesmo, os outros e o mundo que o cerca.

O grupo estreia a peça no dia 14 de janeiro, no Teatro Satyros 2 e fica em cartaz até o final de fevereiro. O Satyros fica na histórica Praça Roosevelt, reduto do atual teatro underground da capital paulista. O monólogo “Perdido” foi criado a pedido do ator e diretor Mateus Barbassa, co-fundador da trupe ao lado de Lucas.

“Desde então ele passou a me mostrar esboços, mas só no meio do ano passado ela foi finalizada”, explica Mateus.

Como parte dos integrantes da trupe é de São Paulo, o grupo aproveitou um período de férias em outubro do ano passado para ensaiar o texto. Os ensaios foram todos feitos pela madrugada, na sede do grupo, o espaço A Coisa, em Ribeirão Preto. “Começávamos a ensaiar às dez da noite e íamos até às seis da manhã”, conta o ator.

Segunda vez

Esta é a segunda vez que o grupo se apresenta em São Paulo. O espetáculo “Suspensão” foi apresentado durante uma temporada em janeiro de 2010 no Espaço Satyros 1, também na Roosevelt. Com as críticas positivas e as apresentações esgotadas, o grupo conseguiu prolongar a temporada para mais dois meses.

“O sucesso assusta mais do que o fracasso”, explica Mateus.

“Nunca imaginamos que conseguiríamos atrair tanto público”.

Mas foi só com a ajuda da prefeitura de Ribeirão Preto, que disponibilizou uma van para as viagens, que o grupo conseguiu manter as apresentações, já que todos os custos saíam do bolso dos próprios integrantes. Porém, foi nessa época em que o grupo recebeu o convite para estrear uma nova peça na cidade.

As apresentações na capital vão ser realizadas no horário nobre do teatro, à meia-noite de sexta para sábado e num horário inédito, às duas da manhã, da madrugada do sábado para o domingo.

“Com a aprovação do dono do espaço, estamos inaugurando um novo horário de apresentação. Como todos os ensaios foram feitos de madrugada, acho que o horário dá um clima soturno”, comenta.

Nome surgiu como brincadeira

A Trupe Acima do Bem e do Mal foi fundada em 2005 em Ribeirão Preto, na época, com três integrantes. Mateus Barbassa, de 29 anos, o diretor, e Lucas Arantes, de 25, diretor e dramaturgo, são os únicos remanescentes.

Na época, Mateus estava à procura de um novo texto quando, através de uma amiga, conheceu Lucas. Juntos decidiram encenar a peça “As Hienas”, escrita pelo dramaturgo Bráulio Pedroso, que estreou na Virada Cultural, em São Paulo.

“A peça aconteceu no meio de uma praça, na madrugada, com um texto político polêmico, sobre a ditadura militar. Policiais estavam espalhados por toda parte, devido aos últimos ataques do PCC”, relembra o ator, referindo-se à facção criminosa que promoveu uma série de atentados por todo o Estado.

O grupo ganhou prêmios no Mapa Cultural Paulista de melhor espetáculo, melhor ator, melhor atriz, melhor ator coadjuvante, melhor texto e melhor trilha sonora.

O nome da trupe surgiu de uma brincadeira ingênua com a frase “acima do bem e do mal”.

“Precisávamos de um nome para nos inscrever num concurso e como sempre brincávamos com essa frase, no sentido de que o grupo era bom, acabamos decidindo por escolhê-lo. Não achávamos que fôssemos passar, mas conseguimos”.

O grupo trabalha em um processo colaborativo. Os integrantes assumiram todas as funções por trás do espetáculo.

“Só a partir de 2009 começamos a fazer nossas próprias peças. O Lucas começou a escrever “Perdido” antes mesmo da primeira peça apresentada de autoria do grupo, “Suspensão”, mas não ficou pronta a tempo”, lembra.

(fonte: jornal A Cidade – 04/01/2011)

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Written by lucasarantes

janeiro 8, 2011 às 4:47 pm

Publicado em teatro

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