lucas arantes

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Archive for the ‘cinema’ Category

Macedonio Fernández (doc.)

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“Tinha certeza absoluta sobre a eternidade”

 

 

 

 

 

Written by lucasarantes

julho 27, 2011 at 5:39 am

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Lucifer Rising – Kenneth Anger

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maio 6, 2011 at 4:56 am

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O Poeta Do Castelo (1959), com Manuel Bandeira

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abril 6, 2011 at 10:19 pm

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O Fazendeiro do Ar

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Written by lucasarantes

março 3, 2011 at 7:25 pm

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tipo ruim ou a prisão

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Um dos personagens mais misteriosos já construídos pela ficção. Acho que essa é uma das classificações do HOMEM, sem nome, quase sem rosto em iluminações sutis durantes sua composição, e que talvez nos desumanize um pouco nesse mundo tão bom e humanizado.

As cenas não vêm por sobreposição, continuidade, simetria ou somatória, já que a fábula não é sobre o que se pode fazer numa liberdade, mas sobre o que não se pode fazer numa prisão. O copo transborda não porque a água aumenta, mas porque o copo diminui sutilmente de tamanho sem que percebamos – daí a sensação de estarmos vendo a um novo final a cada começo.

Por sorte, temos artistas delicados que, por generosidade, conseguem mostrar (sem atear a história, mas a um sentimento que a “figura” da história construída provoca – o que são coisas muito distintas) o tipo ruim de fazer parte de uma civilização humana, como essa nossa, única.

Kim Ki-Duk, artista de outros filmes, sabe esticar uma corda sem estourar com esse TIPO RUIIM, de 2001.

Written by lucasarantes

dezembro 9, 2010 at 2:20 am

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o lobo da estepe, da obra de Herman Hesse

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É claro que eu fui armado. Aliás, quem se atreveu a filmar O Lobo da Estepe, um dos maiores romances na literatura mundial, sem ter estragado a obra – já que os cineastas contemporâneos fazem os estragos com precisão. 

 Herman Hesse é um escritor como poucos. Corajoso, soube fazer a sua arte. E quando reconhecida, sua satisfação ainda estava longe, e seu discurso literário só aumentou de peso.

Vendo a  produção dos novos romancistas brasileiros, em que revistas especializadas apontam como a nova promessa, etc, etc, e que, a cada nova obra, a inovação é quase zero, ver uma obra ousada como o filme O Lobo da Estepe, de 1974, dirigido por Fred Haines, tendo no papel um ator como Max Von Sydow, é uma das coisas gratificantes de se fazer hoje em dia.

É preciso renovar a linguagem, construir novas formas.

O filme é um lançamento (já que a obra só foi lançada recentemente no Brasil) em que nos sentimos respeitados.

 “O caminho da inocência conduz para frente, não para trás. Não volta ao mundo de uma criança, só vai ainda mais adiante em direção ao pecado, conhece mais profundamente a alma humana”

Não devemos nos atrasar.

Ainda dá tempo.

Written by lucasarantes

novembro 23, 2010 at 3:51 am

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fome, de Knut Hamsun

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“Fome”, com direção de Henning Carlsen, é a adaptação do inominável livro do norueguês Knut Hamsun. O livro foi traduzido no Brasil por Carlos Drummond de Andrade e narra as agruras de um escritor miserável. O livro é uma espécie de extensão do livro e aumenta o poder da história. É claro que não vale a pena ver o filme antes do livro, pois o ator Per Oscarsson, que venceu o prêmio de melhor ator de Cannes (1966) pelo filme, cola na nossa memória por sua sublime interpretação – algo raro de se ver hoje em dia no cinema. O próprio diretor afirma que “fazer um romance em outro meio, como um filme, é, na verdade, uma forma de estupro”. Isso porque a imagem não diz mais que mil palavras. Mas com tanto talento, ele fez um filme sem ser exótico nem moderno, mas eterno.

O filme é forte ao descrever o orgulho de um faminto e suas peripécias, mentiras e alucinações para continuar vivendo em um mundo que só ele vê. O personagem está sempre sozinho. O escritor Paul Auster (que fez um extenso trabalho sobre a temática fome na arte, tendo como ponto de partida a história de Hamsum) descreveu o filme como uma espécie de sonho.

Em “Fome”, a alma é o personagem principal e é o primeiro livro que mostrou o lado interno de uma personagem. Na Noruega, o escritor é quase um Deus. Aqui, quase um desconhecido. Mas o personagem de Fome parece não ligar muito para o reconhecimento. Aliás, porque isso importa tanto?

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novembro 20, 2010 at 9:48 pm

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destino/ salvador dali e walt disney

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Written by lucasarantes

novembro 20, 2010 at 9:27 pm

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3 filmes na 34º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

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Fui hoje na 34º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo assistir ao filme “Air Doll”, de Kode-Eda Hirokazu, do mesmo diretor de “Depois da Vida” – que é um belíssimo filme sobre” o lado de lá”, ou o “depois daqui”.

Em “Air Doll”, uma boneca inflável (da versão mais barata) ganha vida e começa a descobrir o mundo como uma criança. Em seguida, passa por problemas existências, se relaciona com as pessoas, arruma um emprego numa vídeo locadora etc, etc.

 O filme é uma mistura de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, a lenda do “Pinocchio”, e uma pincelada de “O Brinquedo Assassino”. Só que tudo isso não deu uma mistura muito certa.

O filme, ao tentar falar sobre a falta de sentimento no mundo e a artificialidade do mesmo, parece cair na própria armadilha sendo tão artificial quanto o objeto em que busca tratar. Talvez, dentro da cultura em que o filme foi realizado, as questões tratadas na tela (como a anulação do desejo feminino frente ao desejo masculino) devem ser ousadas.

Só que “Air Doll” lembra muito um filme brasileiro chamado “Do Começo ao Fim”, de Aluizio Abranches, que trata do relacionamento de dois irmãos que se apaixonam. Falo que “lembra”, pois em ambos os casos, a ideia central do filme é excelente, mas o que é mostrado na tela é muito superficial em relação às complexas temáticas em que ambos se propõem tratar.

*

Sorte que ontem (quarta-feira) eu tive mais sorte na mostra e, perdendo um filme que tinha programado de ver, acabei vendo o documentário “Na Casa de Meu Pai Há Para Todos”, de Hajo Schomerus. Neste filme, a artificialidade do mundo é tratada com maturidade.  

*

Outro achado foi o filme “Ex Isto”, de Cao Guimarães, que é um não filme sobre um não livro (Catatau), de Paulo Leminski.

Written by lucasarantes

outubro 29, 2010 at 3:32 am

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Rashomon, Akira Kurosawa

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O filme “Rashomon” (1950), de Akira Kurosawa, é baseado no conto “Dentro de um Bosque” de Ryunosuke Akutagawa (considerado o pai do conto japonês), escritor que cometeu o suicídio aos 35 anos.

Valores morais rígidos geram homens honrados. Valores morais soltos, geram malandros e viciados.

 Dois planos narrativos. Três homens debaixo de um abrigo se protegem da chuva, sendo que dois deles participaram de uma corte sobre o assassinato de um samurai. Eles contam para um plebeu a história que ouviram.

Há quatro versões deste assassinato: o contato pelo bandido, o outro pela mulher, o outro pelo morto (por meio de um médium) e um outro pelo lenhador.

Não podemos confiar em nenhuma das versões, que são contraditórias. Cada uma delas parece conter toda a mentira e toda a verdade sobre o fato. Tal beco sem saída fez surgir no vocabulário a expressão “Rashomon”, na qual a veracidade de um evento é difícil de ser verificada.

E em quem confiar nos dias de hoje, onde cada um age de uma forma com cada um só para obter o máximo de benefício do outro antes de pronunciar palavras contraditórias em seu entorno?

Rashomon para o mundo contemporâneo.

“É por serem fracos que os homens mentem até para eles”

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“Se um homem não confia uns nos outros a terra pode ser um inferno”

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“No final, não pode entender as coisas que os homens fazem”

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“- Estou envergonhado do que disse.

– É inevitável desconfiar dos outros num dia como este”

Written by lucasarantes

outubro 26, 2010 at 3:29 am

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