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Fotos “Deve ser do Caralho o Carnval em Bonifácio”

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O espetáculo “Deve ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio”, com texto e direção de Mário Bortolotto, estreia nesta quinta, dia 20 de outubro, para convidados, e dia 27 para o público em geral. No elenco, Eduardo Chagas, Katiana Rangel e Rodrigo Cordeiro. Eu faço assistência de direção e as fotos de divulgação. Olhem só o clima… Precisa dizer que a peça é do caralho e que é um privilégio participar disso?

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outubro 19, 2011 at 4:45 am

DEVE SER DO CARALHO O CARNAVAL EM BONIFÁCIO

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de Mário Bortolotto

Escrita em 2001, a peça se passa na sala da casa dos irmãos Élcio e Bel. Renato, amigo dos dois, chega logo no início. Até quase o final, os três alternam os diálogos em, ora muito ofensivos, ora solidários e até fraternais.

Os três discutem estereótipos de maneira ingênua. Falam sobre o tempo, o clima e visões pessoais de um país desconhecido por eles: a França. Têm um desejo quase desesperado de deixar a realidade em que habitam.
As demonstrações de afeto são feitas de forma tão velada que chegam a ser violentas. Com humor ácido e triste, as personagens tentam uma vida diferente, possível apenas na imaginação de que em outro país tudo será melhor.

A personagem feminina utiliza sua sensualidade como único atrativo e única maneira de obter carinho e cuidado, assim como o irmão Élcio a protege com agressividade e o amigo Renato parece apenas ter o desejo de comê-la, e frequenta a casa por falta de um lugar para ir. Os dois amigos brigam durante toda a peça. Fazem de provocações sem sentido um meio de distração naquele verão quente de um apartamento apertado.

SERVIÇO
Quando: Quinta-feira 21h (estreia dia 20 de outubro para convidados)
Onde: Espaço dos Satyros Dois, pça Roosevelt, 134
Quanto: R$ 20,00; R$10,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade); R$ 5,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
Lotação: 60 lugares
Duração: 50 minutos
Classificação: 18 anos
Temporada: 20 de outubro à 15 de dezembro

FICHA TÉCNICA
Texto e Direção: Mario Bortolotto
Assistente de Direção: Lucas Arantes
Elenco: Eduardo Chagas, Katiana Rangel e Rodrigo Cordeiro
Cenário: Camila Mee.
Figurino e Adereços? Danielle Cabral.
Arte: André Kitagawa.
Realização: Cemitério de Automóveis
Iluminação: Mario Bortolotto e Rodrigo Cordeiro
Trilha Sonora: Mário Bortolotto
Produção: Katiana Rangel

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outubro 11, 2011 at 5:21 pm

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Dia 14 de outubro, em Ribeirão Preto…

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outubro 5, 2011 at 2:32 pm

A vida e memória em estilhaços (crítica do Estado de São Paulo da peça Ar Vazio)

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A vida e memória em estilhaços

Quarta, 14 de Setembro de 2011,  O Estado de São Paulo (caderno 2)
 
Jefferson Del Rios

O homem dentro do círculo de luz narra o acidente fatal de automóvel com ele e uma criança. A descrição é minuciosa, lenta, dolorosa. A cena pode ser realista, mas não necessariamente. Ar Vazio é o título preciso da peça que cita o verso “museu de tudo”, de João Cabral de Melo Neto, e isso faz sentido. O enredo é uma colagem, fragmentos de memória do casal separado pela morte. O pensamento dela, que sobreviveu, por um recurso literário é também o dele. Fantasia plausível. Porque não importa mesmo a verossimilhança. Interessa a possibilidade do fato. O amor e o filho existiram e persistem na dor. O acidente de carro é o dado insuperável. Com tais estilhaços de emoções, Lucas Arantes, jovem poeta do teatro, fala de paixão e abismos. O que prende a plateia não carece de surpresas. O teatro psicológico-existencial sempre foi praticado, sobretudo por anglo-saxões. O que segura o espectador vem da densidade poética do que é dito em ritmo de lembranças que se superpõem. Soma dos traços a definir o absurdo de um lapso banal. Flagrante do gesto não pressentido que desencadeou o futuro vazio e seco. O dramaturgo aparenta ter arrancado o tema de algum canto pessoal, e ele nos chega inteiro ou aos pedaços. Um escritor com indagações numa linguagem densa (a evitar a armadilha da frase feita e do discurso). Não há como ficar alheio ao que se diz porque expõe uma tragédia incomodamente cotidiana, que mora ao lado. A diferença está na arte de colocá-la no palco como um verso de Fernando Pessoa: “Estou lúcido hoje como se não existisse”.

Por ser dueto em falas paralelas com cruzamentos de ideias, Ar Vazio soa mais prosa poética dramatizada do que conflito com diálogos e desenlace. A pouca troca verbal entre os personagens faz sentido no momento, mas é algo que Lucas terá de cuidar em obra futura. Não lhe custará muito porque demonstra talento desde a estreia com Suspensão (2010). O que oferece agora, com brilho, são monólogos entremeados por conversas passadas ou nascidas do desejo. O homem que morreu não consegue ir embora e a mulher, significativamente chamada Penélope (a que na mitologia grega espera Ulisses), transita entre o passado brutal e a reinvenção da vida. O casal prossegue unido para além do luto.

O espetáculo, em direção conjunta de Pedro Cameron e Yukari Carolina, tem o clima básico do original embora talvez pudesse aprofundar sua contundência e a poesia. O autor é mais incisivo. A gravação em áudio do início, um tanto longa, explica que, apesar de tudo, a história não discute a morte. Seria melhor se o aviso fosse representado. Em algum ponto, e de algum modo, o casal teria mais impacto interagindo além do que se vê. Contracenar, sempre e obviamente, faz a interpretação crescer. Já o sublinhado musical é a reiteração de um cacoete geracional de parte do teatro brasileiro. Não se faz climas sem canto em inglês. Ao final da representação, quando se ouve Zizi Possi, fica a dúvida se é um lance de “distanciamento”. Mas há acerto e beleza na iluminação coerente com a narrativa entrecortada. O espetáculo tem a sutileza da simplicidade e os descompassos das primeiras viagens.

Igor Pushninov e Flávia Teixeira igualmente jovens e em início de carreira, se impõem pela entrega sem maneirismos melodramáticos (visível quando Igor, com sofrimento contido, descreve a tragédia). Juntos – autor, elenco e diretores – anunciam um novo grupo, a Companhia Inerente. Bom começo.

AR VAZIO
Espaço dos Satyros Um. Praça Franklin Roosevelt, 214, Consolação, telefone 3258-6345. 4ª, às 21 h. R$ 20. Até 26/10.

Fonte: http://m.estadao.com.br/noticias/impresso,a-vida-e-memoria-em-estilhacos,772298.htm

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setembro 14, 2011 at 6:10 pm

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ar vazio

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agosto 29, 2011 at 8:43 pm

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ar vazio, estreia 7 de setembro, Satyros 1

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Sinopse

Uma história de amor interrompida por um acidente de automóvel. Um casal que fica separado pela tragédia. Um espetáculo sobre a perda e a separação.

O que fazer quando o inesperado acontece e faz de uma vida construída a dois um pesadelo preso no passado? O que fazer quando o presente é um horror de lembranças persecutórias para quem ficou vivo e um tormento sem sentido para quem partiu?

Apesar da trama trágica, não é um espetáculo sobre morte. É um espetáculo sobre a vida e sobre o amor entre duas pessoas: PEDRO e PENÉLOPE. 

PEDRO, no mundo dos mortos, não consegue ir embora. Está em nenhum lugar, esperando poder partir sem desejo e sem memória do mundo das recordações. Ele não sabe como se livrar de quem foi para poder seguir livre para o mundo de quem não mais vive.

PENÉLOPE, viva, conserva o seu museu de recordações como se eles ainda fossem presentes. Apodrece, mas conserva a sua própria história de lembranças felizes, mesmo que elas já estejam quase cheias de mofo.

Ficha Técnica

Texto: Lucas Arantes.

Com: Flávia Teixeira e Igor Pushinov.

Direção: Pedro Cameron e Yukari Carolina.

Realização: Cia. Inerente.

Iluminação e Sonoplastia: Pedro Cameron com Cia. Inerente.

Direção de Arte: Antonio Vanfill.

Fotos: Tathy Yazigi.

Produção: Cia. Inerente

Duração: 60 minutos.

Serviço 

Quartas (setembro), às 21h

Ingressos R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) 

 

Satyros 1

Praça Franklin Roosevelt, 214

Tel.: (11) 3255-0994 ou (11) 3258-6345

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agosto 22, 2011 at 7:33 pm

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vem aí… AR VAZIO – estreia dia 7 de setembro no Satyros 1

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 Dia 07 de setembro, às 21h, estreia “Ar Vazio”.

Texto: Lucas Arantes
Elenco: Flavia Teixeira e Igor Pushinov
Direção: Pedro Cameron
Co-direção: Yukari Carolina

Satyros 1
Praça Roosevelt, 214
São Paulo

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agosto 8, 2011 at 2:00 am

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