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Ar Vazio

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Na próxima quarta, 26 de outubro, acontece a última apresentação da peça Ar Vazio nesta primeira temporada.

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Written by lucasarantes

outubro 20, 2011 at 3:42 am

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A vida e memória em estilhaços (crítica do Estado de São Paulo da peça Ar Vazio)

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A vida e memória em estilhaços

Quarta, 14 de Setembro de 2011,  O Estado de São Paulo (caderno 2)
 
Jefferson Del Rios

O homem dentro do círculo de luz narra o acidente fatal de automóvel com ele e uma criança. A descrição é minuciosa, lenta, dolorosa. A cena pode ser realista, mas não necessariamente. Ar Vazio é o título preciso da peça que cita o verso “museu de tudo”, de João Cabral de Melo Neto, e isso faz sentido. O enredo é uma colagem, fragmentos de memória do casal separado pela morte. O pensamento dela, que sobreviveu, por um recurso literário é também o dele. Fantasia plausível. Porque não importa mesmo a verossimilhança. Interessa a possibilidade do fato. O amor e o filho existiram e persistem na dor. O acidente de carro é o dado insuperável. Com tais estilhaços de emoções, Lucas Arantes, jovem poeta do teatro, fala de paixão e abismos. O que prende a plateia não carece de surpresas. O teatro psicológico-existencial sempre foi praticado, sobretudo por anglo-saxões. O que segura o espectador vem da densidade poética do que é dito em ritmo de lembranças que se superpõem. Soma dos traços a definir o absurdo de um lapso banal. Flagrante do gesto não pressentido que desencadeou o futuro vazio e seco. O dramaturgo aparenta ter arrancado o tema de algum canto pessoal, e ele nos chega inteiro ou aos pedaços. Um escritor com indagações numa linguagem densa (a evitar a armadilha da frase feita e do discurso). Não há como ficar alheio ao que se diz porque expõe uma tragédia incomodamente cotidiana, que mora ao lado. A diferença está na arte de colocá-la no palco como um verso de Fernando Pessoa: “Estou lúcido hoje como se não existisse”.

Por ser dueto em falas paralelas com cruzamentos de ideias, Ar Vazio soa mais prosa poética dramatizada do que conflito com diálogos e desenlace. A pouca troca verbal entre os personagens faz sentido no momento, mas é algo que Lucas terá de cuidar em obra futura. Não lhe custará muito porque demonstra talento desde a estreia com Suspensão (2010). O que oferece agora, com brilho, são monólogos entremeados por conversas passadas ou nascidas do desejo. O homem que morreu não consegue ir embora e a mulher, significativamente chamada Penélope (a que na mitologia grega espera Ulisses), transita entre o passado brutal e a reinvenção da vida. O casal prossegue unido para além do luto.

O espetáculo, em direção conjunta de Pedro Cameron e Yukari Carolina, tem o clima básico do original embora talvez pudesse aprofundar sua contundência e a poesia. O autor é mais incisivo. A gravação em áudio do início, um tanto longa, explica que, apesar de tudo, a história não discute a morte. Seria melhor se o aviso fosse representado. Em algum ponto, e de algum modo, o casal teria mais impacto interagindo além do que se vê. Contracenar, sempre e obviamente, faz a interpretação crescer. Já o sublinhado musical é a reiteração de um cacoete geracional de parte do teatro brasileiro. Não se faz climas sem canto em inglês. Ao final da representação, quando se ouve Zizi Possi, fica a dúvida se é um lance de “distanciamento”. Mas há acerto e beleza na iluminação coerente com a narrativa entrecortada. O espetáculo tem a sutileza da simplicidade e os descompassos das primeiras viagens.

Igor Pushninov e Flávia Teixeira igualmente jovens e em início de carreira, se impõem pela entrega sem maneirismos melodramáticos (visível quando Igor, com sofrimento contido, descreve a tragédia). Juntos – autor, elenco e diretores – anunciam um novo grupo, a Companhia Inerente. Bom começo.

AR VAZIO
Espaço dos Satyros Um. Praça Franklin Roosevelt, 214, Consolação, telefone 3258-6345. 4ª, às 21 h. R$ 20. Até 26/10.

Fonte: http://m.estadao.com.br/noticias/impresso,a-vida-e-memoria-em-estilhacos,772298.htm

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setembro 14, 2011 at 6:10 pm

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vem aí… AR VAZIO – estreia dia 7 de setembro no Satyros 1

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 Dia 07 de setembro, às 21h, estreia “Ar Vazio”.

Texto: Lucas Arantes
Elenco: Flavia Teixeira e Igor Pushinov
Direção: Pedro Cameron
Co-direção: Yukari Carolina

Satyros 1
Praça Roosevelt, 214
São Paulo

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agosto 8, 2011 at 2:00 am

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ar vazio no sesc de ribeirão preto

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Ar Vazio

Texto: Lucas Arantes

Grupo: Cia Inerente

Dia(s) 19/10, 20/10 Terça e quarta, às 21h

Uma história de amor interrompida por um acidente. Um casal que fica separado pela tragédia. Pedro, no mundo dos mortos, não consegue ir embora. Está em nenhum lugar, esperando poder partir sem desejo. Penélope, viva, conserva o seu museu de recordações como se elas ainda fossem presentes.

Galpão de Eventos. 1 R$ 10,00; R$ 5,00 (usuário matriculado, idosos e estudantes com carteirinha). R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha).

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outubro 14, 2010 at 10:45 pm

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ar vazio

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Written by lucasarantes

maio 2, 2010 at 5:41 am

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ensaiando a nova peça

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Alunos egressos da EAD-USP, os atores e amigos Igor Pushinov, Flávia Teixeira  mais o diretor Pedro Cameron e a assistente de direção  Yukari Carolin (espero não ter errado o nome de ninguém), ensaiam a minha nova peça no mesmo lugar onde ela foi criada.

Guardem esses nomes. Esses caras acabaram de sair da EAD e estão com tanta energia que irão explodir em cena. Será grandioso.

É uma honra eles neste lugar ensaiando a minha nova peça. Talvez até inimaginável. Você imagina isso acontecendo com você?

O mais gratificante da vida são os caminhos diferentes que se encontram para construir um outro qualquer.

Written by lucasarantes

abril 22, 2010 at 11:59 pm

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ar vazio

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PENÉLOPE – Passei mais um final de semana trancada no meu apartamento. Quando não trabalho, fico aqui, comendo, acordando e esperando a hora de dormir. Nem beijo tem. Nem abraço ou boa noite antes de dormir tem. Nada. É só um deitar extremamente sóbria buscando algum motivo que me faça relaxar. Só. Mais nada.

Written by lucasarantes

abril 8, 2010 at 12:02 am

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