lucas arantes

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últimas semanas de SUSPENSÃO, em São Paulo

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SUSPENSÃO

(foto: lucas arantes)

Espetáculo: SUSPENSÃO, de lucas arantes

Com: Trupe Acima do Bem e do Mal

Direção: Mateus Barbassa

Com: Ademir Esteves, Davi Tostes, Fernanda Lins, Mateus Barbassa, Maria Angélica Braga

Voz Off: Antônio Carlos Coelho

SERVIÇO (últimas aprsentações)

Quando: sextas e sábados de março (26 e 27) e de de abril (2, 3, 9 e 10)

Horário: 21h30

Local: Satyros Um – Praça Roosevelt, 214

Tel: (11) 3258 6345

Ingresso: R$ 20 e R$ 10

Duração: 80 minutos.

Classificação: 16 anos

*

PRÓLOGO 

Certo dia ELE, ELA e o AVÔ descobrem que estão sozinhos no mundo e que todas as formas de vida desapareceram. Os três gastam seis meses em uma busca incessante por alguém ou algo que explique o que ocorreu.

Os personagens não encontram ninguém por onde passam e o ato da procura deixa de fazer sentido. O que no começo era motivo de alegria, pois nada gastavam e tudo usufruíam, foi logo transformado em tédio, medo, neurose e desespero.

O ENREDO

Após a constatação de que todos os caminhos e todas as possibilidades foram extintas, resta apenas o tédio e uma certa dose de neurose individual que cada personagem desenvolve (ELE sai todos os dias em busca de vida lá fora; ELA expõe um comportamento obsessivo na tentativa de engravidar e repovoar a terra; e o AVÔ entra em um estado apatia em que nada o mobiliza).

Nesta mistura de sentimentos e desafetos, o AVÔ relembra uma época antiga, sem esperança, ouvindo no RÁDIO gravações de um discurso sobre a Teoria da Água e a origem da vida. Essa “teoria inventada” é um contraponto sobre a ciência e sua visão concreta para explicar a nossa origem, deixando de lado o mistério que nos cerca.

GREGÓRIO e SIDARTA evocam um delírio fantasioso sobre o suicídio. Seriam eles Deuses vestidos de mendigos? Messias? Representação do inconsciente em um mundo no qual a fragmentação substitui a subjetividade?

A MONTAGEM

“Suspensão” mostra esses personagens sem se preocupar em criar uma falsa empatia no espectador, pois o que interessa ao grupo nessa montagem é a possibilidade de se discutir metaforicamente a ausência do outro.

O que seria de nós sem a existência de outros que dão sentido à nossa vida?
É essa a pergunta fundamental do espetáculo.

“Suspensão” condensa sensações, delírios e sonhos em um espetáculo sobre a incoerência e ambivalência de nos entendermos uns aos outros. Por parecermos tão familiares, mas tão estranhos perante o nosso desejo e ao desejo do outro, acabamos sendo desconhecidos para nós mesmos.

Através da história de GREGÓRIO e SIDARTA, os dois personagens/espectros que simbolizam um momento de reflexão para o espectador, o grupo utiliza as técnicas do alemão Bertolt Brecht e seu efeito de desfamiliarização com o objetivo de desestabilizar a platéia de seu papel de meras “cobaias hipnotizadas”.

 “Suspensão” ainda se utiliza das teorias de Hans-Thies Lehmann e desenrola o conflito entre a cena escrita literariamente e a cena teatral, além de fazer uso de uma trilha sonora que tem por meta ora comentar a ação ora causa um estranhamento no espectador.

 Longe de ser um espetáculo palatável, “Suspensão” levanta questões, entre elas, o modo como nos comportamos como indivíduo, os mecanismos artísticos de que dispomos enquanto criadores e a forma de se fazer teatro atualmente.

 (POSSÍVEL) MOTIVAÇÃO 

“Na peça ‘Entre Quatro Paredes’, de Jean-Paul Sartre, as personagens são obrigadas a conviver. Em “Suspensão”, as personagens escolhem ficar juntas pois, sozinhas, enlouqueceriam.

Talvez a maior motivação para escrever este espetáculo tenha sido  discutir a importância do outro na nossa formação. Quando me refiro ao “outro” não falo somente sobre outra pessoa, mas sobre os  mecanismos simbólicos construídos pela sociedade como jornais, igrejas, trabalhos, livros, jogos, entre outros artifícios. Todos eles, que são uma espécie de pequenos rituais diários, nos mantêm vivos, distraídos e inseridos em um contexto simbólico e histórico.

 É sempre através desse outro que podemos, talvez, chegar mais próximo de quem e do que somos nós.” (Lucas Arantes)

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março 24, 2010 at 4:29 am

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EPTV, região de Ribeirão Preto

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Ontem, a EPTV, da região de Ribeirão Preto, fez uma reportagem bem bacana do nosso grupo, que está com um texto meu em cartaz, “Suspensão”. A peça está atingindo um público que não imaginávamos e isso significa muito trabalho para continuar com o projeto, pois fazer teatro não é nada lucrativa, apesar de ser lucrativo no sentido do humano – o que é mais valioso. Na reportagem eles falam que eu sou jornalista e psicanalista (fiz formação em psicanálise, mas, pelo menos por enquanto, segui o jornalismo e a literatura por motivos diversos), apesar desse pequeno erro, a reportagem ficou bem legal. Ontem o grupo se apresentou no Teatro Municipal de Ribeirão Preto e nessa sexta-feira  (5) inicia uma nova temporada no Satyros um, em São Paulo, que vai até o dia 10 de abril.

link do vídeo

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março 4, 2010 at 12:39 pm

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jornal A Cidade de hoje (3/3/2010)

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Apesar do jornalista Regis Martins, do jornal A Cidade, de Ribeirão Preto, ter me deixado um ano mais velho, a reportagem ficou bem bacana sobre o espetáculo Suspensão, que apresentamos hoje no Teatro Municipal de Ribeirão. 

REPORTAGEM

Em palcos distantes: Companhias locais ganham espaço nas capitais. O destaque é a peça “Suspensão”, que vai ser apresentada nesta quarta-feira no Municipal

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março 3, 2010 at 5:38 pm

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Março: nova temporada de Suspensão, no Satyros 1

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SERVIÇO

Quando: sextas-feiras e sábados de março (5, 6, 12, 13, 26 e 27)

Horário: 21h30 Local: Satyros Um – Praça Roosevelt, 214

Tel. (11) 3258 6345

Ingresso: R$ 20 e R$ 10

Duração: 80 minutos.

Classificação: 16 anos

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fevereiro 24, 2010 at 5:47 pm

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O QUE JÁ FOI DITO SOBRE SUSPENSÃO

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“Um Espetáculo original, de clima intenso. Um teatro vital, na vertente existencial, entre Beckett e Sartre” – Jefferson Del Rios, crítico do jornal “O Estado de S. Paulo”

“É a Nossa Aposta em 2010” – Ivam Cabral, ator, co-fundador do Grupo Satyros  

“O Texto é excelente. Gosto da atmosfera becketiana” – Fernando Bonassi, roteirista de filmes como “Carandiru” e “Cazuza – O tempo não para” 

“Montagem ousada, texto surpreendente” – Marici Salomão, dramaturga e jurada do prêmio Shell 

“Para ficar sabendo se a vida continua ou este é mesmo o fim dos tempos você deve assistir Suspensão.” – Erika Riedel, Crítica Teatral (A.P.C.A) 

“Uma situação absurda que dialoga diretamente com a realidade do mundo contemporâneo, revelando muito sobre a psiquê do homem de hoje, seus valores, seu vazio” – Gabriela Melão, dramaturga e jornalista da revista Bravo! 

“Um dos melhores espetáculos da seleção da revista Bravo!” (jan/2010)

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fevereiro 22, 2010 at 3:33 pm

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Suspensão, em Ribeirão Preto, quarta-feira, dia 3 de março, às 20h30

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Depois de uma excelente temporada em São Paulo, Suspensão, da Trupe Acima do Bem e do Mal, volta para o Teatro Municipal de Ribeirão Preto. Em seguida, volta em cartaz na capital, no teatro Satyros 1, em horário nobre.

Dia: 3 de março

horário: 20h30

Preço: R$ 30 e R$ 15 (meia entrada para todos)

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fevereiro 19, 2010 at 7:49 pm

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Bob Souza registra Suspensão

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O fotógrafo Bob Souza, um dos fotógrafos teatrais mais requisitados de São Paulo,  esteve presente na última apresentação da peça Suspensão, captando momento preciosos que, apesar de serem cenas da peça, não são somente um registro do espetáculo, mas adquiriram estatutos de arte por conta da sensibilidade do artista. Mas não foi só isso: ele acompanhou cenas dos bastidores, o que faz de tudo isso tão teatro.

VEJA A EXPOSIÇAO VIRTUAL DE BOB SOUZA AQUI

Em março, o espetáculo volta para Sao Paulo no Satyros 1. Divulgo as datas aqui depois do carnaval.

*

do blog de Bob Souza

Esse é o ensaio fotográfico de “Suspensão”, do jovem dramaturgo Lucas Arantes, que encantou a todos em sua curta passagem pela cidade. A trupe “Acima do bem e do mal”, de Ribeirão Preto, traz uma tentativa de aproximação do “teatro pós-dramático” do ensaísta alemão Hans-Thies Lehmann. A direção de Mateus Barbassa, que também atua,  é segura e conta com a entrega total do elenco, que tem: Maria Angélica Braga, Davi Tostes, Fernanda Lins e Ademir Esteves. O espetáculo volta em março no Espaço Satyros 1

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fevereiro 12, 2010 at 1:27 am

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o elenco

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Depois de uma curta temporada no Teatro Satyros Um, a peça Suspensão volta para Ribeirão Preto, onde será apresentada no início de março, para, em seguida, voltar para São Paulo no Teatro Satyros Um para uma segunda temporada aos finais de semana. Quando as datas e horários estiver certo, divulgo.

o elenco

foto de Adalberto Lima

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fevereiro 6, 2010 at 2:43 pm

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Crítica no jornal Estado de S.P de hoje sobre a peça SUSPENSÃO

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O mundo que acaba, mas continua

Em Suspensão, o grupo Acima do Bem e do Mal, de Ribeirão Preto, surpreende com espetáculo original e de clima intenso

(Mateus Barbassa – que substitui Lucas Chaves – e Maria Angélica Braga, foto de Adalberto Lima)

JEFFERSON DEL RIOS,

Crítica, ESPECIAL PARA O ESTADO

Pode-se chamar Suspensão de um espetáculo estranho, e, em parte, será elogio. A produção do grupo Acima do Bem e do Mal, de Ribeirão Preto, têm clarões, pontos dispersos ou obscuros, mas, quase sempre, um clima intenso. É teatro na vertente existencial, entre Beckett e Sartre, com o ponto de vista de um autor novo, Lucas Arantes. O dramaturgo de 23 anos, também jornalista profissional, teve outros aprendizados, dentre eles a psicanálise que estudou por quatro anos. Ecoar Freud em meio a temas filosóficos e mitológicos é tentador; o difícil é dar-lhes arcabouço e consistência como literatura. Lucas, que também faz poesia e romance (O Outro Estranho) corre seu risco no teatro. Consegue em parte seu objetivo.

Na primeira sequência, a peça reúne um trio (o casal e o avô) que se descobre sozinho no mundo. As cidades, os objetos, comida, combustível e dinheiro estão intactos, mas a humanidade desapareceu. De início, o benefício de serem donos de tudo preenche suas vidas. O que se segue, porém, é o tédio perplexo e, em seu prolongamento, os choques de interesses. Colapso familiar quando se revelam carências, sonhos e medo.

No segundo movimento, surge, assim, do nada, uma dupla estranha, improvável, mas não impossível, de sobreviventes ou fruto do delírio coletivo. Todo conflito gira em torno deste beco sem saída. O autor faz seu contraponto a Entre Quatro Paredes. Se na obra de Sartre “o inferno são os outros”, Lucas, ao contrário, proclama a importância do outro na nossa existência. Esclarece, porém, que quando se refere ao “outro” não pensa somente em outra pessoa, mas nos mecanismos simbólicos construídos pela sociedade como jornais, religiões, ambiente de trabalho, enfim, todos os rituais diários. Durante a ação, essas figuras, embora habitando um espaço real (são mencionadas algumas cidades), vivem no território mental das obsessões. A tensão maior surge com a fantasia da mulher em repovoar a Terra com o marido. De quebra, o que fazer do velho? Até aqui vai a linha mestra da história.

A seguir se dispersa em acréscimos próximos à ficção científica (referências aos mecanismos da reprodução humana, por exemplo). Foi esquecido que Kafka e Beckett criaram situações basicamente esquemáticas. A transcendência delas está na linguagem de múltiplos subentendidos; ou no silêncio. A outra parte, visual, a que se assiste, é acréscimo da encenação sobre estes ambientes (Orson Welles recriou O Processo. É cinema de Welles e puro Kafka).

O diretor Mateus Barbassa domina o espaço, efeitos de luz e som e, sobretudo, o muito bom rendimento do elenco. Todo o projeto é marcado pela vontade de realizar um “teatro pós-dramático” do ensaísta alemão Hans-Thies Lehmann.

O termo, já meio tedioso pela saturação de tantos “pós”, refere-se, entre outras premissas, à fragmentação da linguagem, ao fim da linearidade psicológica e a inclusão de recursos audiovisuais à narrativa. Não será mal, contudo, se autor e grupo atentarem para a ansiedade da influência que revelam com tantas citações postas em cena. O nome da companhia é engenhoso, mas este “acima do bem e do mal”, ironia à parte, pode levar a uma autossuficiência hermética, hostil ao espectador. É comum se dizer que o artista tem a obrigação de se reinventar a cada dia. Só que a pressa em ser “pós-alguma coisa” pode dispersar energias. O ideal é que o nome Acima do Bem e do Mal seja uma brincadeira, não uma certeza fechada em si mesma.

Quando não estão tão preocupados com Lehman, o diretor e companheiros apresentam um teatro vital. Por outras palavras, enquanto o talento de Lucas Arantes e Barbassa correm mais esquecido de ser contramão, os bons intérpretes Fernanda Lins, Maria Angélica Braga, Ademir Esteves, Davi Tostes, Lucas Chaves levam a montagem a um nível do qual Ribeirão Preto deve orgulhar-se e que, discretamente, se faz notar em São Paulo.

Written by lucasarantes

fevereiro 3, 2010 at 11:28 am

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registros

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O fotógrafo Adalberto Lima, dono de um invejável registro fotográfico dos grupos teatrais brasileiros (como essas http://migre.me/ira0), esteve presente na última quinta-feira, dia 28 de janeiro, para registrar a penúltima apresentação da peça Suspensão, com a Trupe Acima do Bem e do Mal, no Satyros 1, em São Paulo. Nesta próxima quinta-feira, às 21h, realizamos a última apresentação do espetáculo, mas em março, voltaremos em cartaz no mesmo espaço com dias duplos (sextas e sábados). Tudo isso por conta da recepção generosa que estamos tendo do público em cada apresentação. Isso só nos motiva a continuar o trabalho que o grupo realiza em Ribeirão Preto e que, pela primeira vez, é apresentado na capital. Esperamos que seja a primeira, mas não a última vez. O elenco está brilhante, o Mateus direge e atua, os atores estão entregues e cada cena é um espetáculo. Nessa quinta, última apresentação dessa primeira pequena temporada. Para reservas, ligue no Satyros: (11) 3258-6345.

(A atriz Maria Angélica Braga)

(O ator e diretor do espetáculo Mateus Barbassa e a atriz Maria Angélica Braga)

(O ator Davi Tostes)

*Assim que o Adalberto Lima me enviar mais fotos, coloco aqui no blog

Written by lucasarantes

fevereiro 1, 2010 at 11:52 pm

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